O Centro de Investigação e Desenvolvimento da Beira (CIDB) é uma Associação Sem Fins Lucrativos, com sede no Fundão e personalidade jurídica (contribuinte nº 510 276 47) desde 2012, cuja missão é desenvolver um Sistema de Vigilância Epidemiológica (SVE) que origine dados fiáveis, alicerçados em procedimentos, rotinas e funcionalidades, que detetem precocemente os problemas da comunidade.

O CIDB desenvolve investigação num contexto comunitário, nomeadamente nas áreas sociais e das ciências biomédicas, privilegiando temáticas relacionadas com a saúde e a doença, o ambiente  e a biovigilância. Sendo um polo incubador e catalisador de investigação comunitária tem como primeira estratégia a criação de parcerias com instituições nacionais e internacionais que tenham como objectivo o desenvolvimento de conhecimento nas áreas comunitárias e ambiental. Neste âmbito, privilegia estudos que visam a predição de cenários menos vantajosos aos seres vivos e a sua resolução.

O CIDB desenvolve investigação num contexto comunitário, nomeadamente nas áreas sociais e das ciências ambientais e biomédicas, privilegiando temáticas relacionadas com as determinantes socioculturais e ambientais da saúde e da doença e da vigilância / biossegurança.

Já criou parcerias com instituições nacionais e internacionais visando o desenvolvimento de conhecimento nas áreas comunitárias, da saúde e da vigilância epidemiológica, nomeadamente: Direção Geral de Saúde, Universidade da Beira Interior, Câmara Municipal de Belmonte, Câmara Municipal do Sabugal, ACeS Cova da Beira (Agrupamento dos Centros de Saúde do Serviço Nacional de Saúde da Cova da Beira), Unidade Local de Saúde da Guarda (ULS da Guarda), Centro Hospitalar da Cova da Beira, Escola Superior de Enfermagem da Guarda, Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), Ordem dos Psicólogos, Ordem dos Médicos de Portugal, Centro de Investigação em Saúde Comunitária (CISCOS) e a NOHA[1] (Network on Humanitarian Action), entre outros (C4G, Irmãs Hospitaleiras, ONGD “Cuidar de quem cuida”, OIKOS, etc.)

Acções desenvolvidas ou em curso:

  • Um estudo longitudinal (coorte) de base geográfica e georreferenciada, demográfico (casa a casa), com recolha de dados sobre ambiente (radão, qualidade do ar, doseamento de pesticidas e herbicidas, etc.) e as doenças / problemas sociais das pessoas na comunidade, no sentido de criar modelos de predição dos problemas indesejáveis na comunidade;
  • Estudo sobre causas do síndrome de Burnout em cuidadores de idosos;
  • Estudo sobre o perfil farmacológico da comunidade;
  • Estudo descritivo sobre os problemas oftalmológicos do envelhecimento;
  • Coordena actividades de ensino e investigação em países da CPLP;
  • Dinamiza o Projeto Querer e Fazer com acções na áreas da saúde, educação, informática, desporto e acção humanitária;
  • Apoia de formação especializada nas áreas da psicologia, enfermagem e administração;
  • Realiza cursos de formação em diversos domínios dirigidos a líderes e outros interventores na comunidade;
  • Estabelecimento de referenciais e fornecimento de cursos certificados pela UBI, para formação pós graduada (medicina do viajante, Disaster Summer School sobre emergências e catástrofes, SBV, SAV);
  • Providencia financiamento a alunos estagiários em  mestrado e doutoramento nas áreas da saúde e psicologia;
  • Responsável pela estadia de estudantes de países da CPLP em Portugal;
  • Entre outras.

Trabalhamos com as comunidades de regiões e países mais pobres e vulneráveis, independentemente da sua origem étnica, língua, religião ou geografia. Acreditamos, acima de tudo, num mundo sem pobreza e injustiça onde o desenvolvimento humano seja equitativo e sustentável à escala local e global. Neste sentido, temos desenvolvido temáticas relacionados com a emergência, desenvolvimento, saúde, educação e mobilização social, com trabalho em desenvolvimento em Portugal e África (Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné-Bissau).

A nossa atividade está estruturada nas áreas da emergência/ação humanitária, desenvolvimento/vida sustentável e mobilização/cidadania global, assentando assim em cinco pilares fundamentais: governo, universidades, cidadania ativa, ambiente e empresas. Sempre que possível esta ação é consubstanciada na ação humanitária de assistência e proteção às pessoas mais vulneráveis perante uma situação de emergência, verificada ou potencial. Neste sentido, privilegiamos uma vida sustentável e digna, condicionada pela gestão e redução dos factores de risco social, ambiental e económico.

 

[1] A NOAH é associação internacional de universidades que têm por objetivo aumentar o profissionalismo no sector humanitário através da educação, investigação de terreno, publicações e projetos.